31 de janeiro de 2013

Acabou o ruído da broca do dentista





Pesquisadores britânicos desenvolveram um dispositivo que cancela o ruído das brocas de dentistas.
Segundo eles, a invenção pode ajudar as pessoas a superar o medo de ir ao dentista.
Para muitos, o som da broca é uma das principais causas de ansiedade durante as visitas ao consultório.
O novo dispositivo permite que os pacientes escutem músicas em um tocador de MP3, enquanto o som da broca é eliminado.
O dispositivo é semelhante aos fones de ouvido capazes de cancelar ruídos. Mas os pacientes ainda poderão ouvir a voz do dentista, porque nem todos os sons ambientes serão filtrados.
Segundo os cientistas, o dispositivo transforma os sons do consultório do dentista em um sinal digital. Um chip especial chamado de processador digital de sinais analisa os sons captados por um microfone instalado perto da broca dental.
Ele produz uma onda sonora invertida para neutralizar o ruído no sinal transmitido pelo fone de ouvido.
Os filtros eletrônicos são capazes de neutralizar o som da broca mesmo que a amplitude e a frequência do ruído se alterem com o uso da própria broca.
Sons da rua
O dispositivo foi desenvolvido por especialistas do King's Colllege London, da Brunel University e da London SouthBank University, a partir de uma ideia do professor Brian Millar, do Instituto Dentário do King's College.
Ele se inspirou inicialmente nos esforços do fabricante de automóveis Lotus, que tentava desenvolver um sistema para remover sons desagradáveis da rua e, ao mesmo tempo, permitir que os motoristas ouvissem sirenes de emergência.
Após mais de dez anos de pesquisas em colaboração com engenheiros, a equipe de Millar chegou a um protótipo do sistema.
"Muitas pessoas não gostam de ir ao dentista por causa da ansiedade associada ao barulho da broca, mas esse dispositivo tem o potencial de tornar o medo da broca uma coisa do passado", diz Millar.
O pesquisador Mark Atherton, da Escola de Engenharia e Design da Brunel University, diz que a questão principal do projeto era conseguir que o paciente pudesse escutar o dentista.
"Você não pode isolar totalmente o paciente. Eles querem ter um diálogo com o dentista, então não podem simplesmente colocar um par de tampões nos ouvidos", diz ele.
Segundo Atherton, os pesquisadores notaram que não seria suficiente apenas reduzir o ruído da broca, mas teriam de eliminá-lo completamente.
"O barulho da broca é tão distinto que o cérebro ainda o reconhece e as pessoas conseguem ouvi-lo (mesmo mais baixo), tal é a ansiedade", afirma.
A equipe de pesquisadores agora está procurando investidores para tentar tornar o dispositivo disponível comercialmente.


Fonte: saudebh.com

30 de janeiro de 2013


Plástica dental



Agora é possível corrigir as imperfeições dentárias de uma forma mais rápida e segura: com a plástica dental. Esse procedimento odontológico visa reconstruir os dentes em seu tamanho, largura, curvatura, cor e posicionamento na arcada dentária, buscando sempre a excelência estética do sorriso para cada caso. “Para isso, lançamos mão do uso de diversos artifícios que vão desde o uso de resinas fotopolimerizáveis altamente estéticas até a reabilitação com facetas e coroas de porcelana pura e até as novíssimas Zircônias. Para completar o desenho de um lindo sorriso e agregar mais valor à Plástica Dental, muitas vezes, fazemos microcirurgias gengivais (plásticas gengivais) para melhorar o contorno dos arcos dentais e sua importantíssima relação com os lábios no momento do sorriso”, explica Flávio Luposeli, cirurgião dentista.
Tudo isso pode ser feito em várias sessões menores ou em até uma única sessão de várias horas, onde o paciente é sedado por um médico anestesista no consultório e pode realizar todo o procedimento dormindo confortavelmente. Quando acorda, todo o procedimento está pronto. Esse procedimento é muito utilizado em casos de longas reabilitações ou nos casos de pacientes que tem fobia de dentista. O procedimento consiste em alterar a forma e a estética de algum elemento dental que não esteja em harmonia com os demais, sem a necessidade de outros tipos de tratamentos.


Fonte: mdemulher.abril.com.br

29 de janeiro de 2013

Estudo: substância de mexilhões pode regenerar dentes:




A "cola" natural usada pelos mexilhões poderia ajudar a curar dentes sensíveis, de acordo com nova pesquisa. As secreções das criaturas do mar inspiraram cientistas a criar um composto que pode ajudar a reparar uma dentição danificada. As informações são do Daily Mail.

Três em cada quatro pessoas têm dentes sensíveis ao calor, frio, alimentos doces ou amargos e bebidas. A condição ocorre quando a camada de esmalte dura - que fica na parte exterior dos dentes - e a dentina subjacente se desgastam o que deixa os nervos interiores sem proteção.

Gomas sem açúcar e cremes dentais adequados ajudam a aliviar a dor, mas Quan-Li Li, da Anhui China Medical University, e Chun Hung Chu, da Universidade de Hong Kong, procuraram uma substância que poderia restaurar o esmalte e dentina, ao mesmo tempo.

Eles criaram um material pegajoso polydopamine misturado com os minerais cálcio e fosfato. Em testes laboratoriais, dentes banhados no material pegajoso tiveram reformados os minerais dentina e esmalte. Os autores disseram que a substância "pode ser uma técnica simples e universal para induzir a remineralização do esmalte e dentina simultaneamente"


Fonte: saude.terra.com.br

28 de janeiro de 2013


Aprenda a manter os lábios saudáveis e hidratados no verão




                                               Protetor labial mantém a boca linda e saudável no verão Foto:  / Shutterstock



O verão exige cuidados redobrados para deixar a pele saudável. As férias e os dias de sol levam as pessoas para fora de casa e, muitas vezes o protetor solar é esquecido. Na praia, é mais comum se proteger dos raios solares, mas são poucos os que dão a mesma atenção para os lábios. Para evitar ressecamento e rachaduras, eles devem ser hidratados.
 
O produto mais indicado para evitar que a boca descasque são os protetores para lábios que têm fator de proteção solar em sua fórmula combinado com substâncias hidratantes e cicatrizantes. “O veículo do protetor labial deve ser resistente à água e hipoalergênico”, diz a dermatologista Aline Vieira, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
 
Segundo a especialista, na falta do protetor solar próprio para os lábios, o protetor usado no corpo pode ser usado, mas não é o ideal.  “O protetor labial deve ser utilizado em veículo específico para a mucosa labial o que confere maior concentração do filtro e durabilidade nos lábios”, afirma.
 
Proteja-se do herpes
Os casos de herpes são mais comuns no verão, isso porque o sol diminui a imunidade celular da pele e mucosa o que favorece o crescimento do vírus. A exposição solar intensa também causa ressecamento e fissuras e propiciam a manifestação de lesão nos lábios. Quem já teve a doença, é melhor evitar o sol. “Recomendo evitar exposição solar prolongada e a utilização de protetor labial com fator de proteção maior ou igual a 30, com substâncias hidratantes e cicatrizantes para manter a pele do lábio íntegra”, recomenda Aline.
 
Mais perigoso do que o herpes, os casos de câncer labial também aumentam no verão. A incidência da doença está diretamente relacionada à exposição solar e inversamente ao grau de pigmentação da pele. “O lábio inferior costuma ser o mais comprometido por estar mais exposto à radiação solar”, explica a especialista. Lembre-se que para se prevenir é imprescindível reaplicar o protetor labial várias vezes ao dia.




Fonte:saude.terra.com.br

25 de janeiro de 2013


Pastilha mastigável limpa os dentes na correria do dia a dia




Escovar os dentes exige apenas dois minutos. E, apesar do pouco tempo que basta para livrar a boca de doenças orais como cárie e gengivite, muita gente ainda é negligente com a saúde da boca. 

Muitos podem culpar a falta de tempo para parar, escovar os dentes e passar o fio dental. Mas essa desculpa está com os dias contados com soluções um tanto quanto estranhas, que a tecnologia e criatividade, proporcionam ao homem moderno.

A invenção chama-se Rolly Brush, uma espécie de pastilha de hortelã com 276 minicerdas, que promete limpar e proteger os dentes. Ao mastigar o produto, uma dose de fluoreto e xilitol – substâncias encontradas nas pastas de dente – é liberada dentro da boca. A dupla age fortalecendo o esmalte dos dentes e protegendo-o contra cáries.

A engenhoca foi produzida por uma empresa britânica. Segundo o fabricante, o diferencial da Rolly Brush é que “não requer pasta de dente, espelho ou banheiro”. O produto é vendido em cartelas com 12 unidades e custa 8 libras.

Efeito semelhante pode ser conseguido com gomas de mascar sem açúcar, que também contém xilitol. Além disso, ao mascar um chiclete a salivação é estimulada e o pH da boca é neutralizado. Mas nem pense em substituir a escova, o creme e o fio dental por essas saídas rápidas. Elas servem apenas como uma saída estratégica para os dias em que é impossível fazer a higiene adequada.



Fonte: saude.terra.com.br

24 de janeiro de 2013


Conheça métodos de restauração dos dentes:





A restauração é uma forma de fazer com que o dente afetado pela cárie volte à sua forma e sua função normal. Quando o dentista faz uma restauração, ele primeiro remove a parte do dente que esta deteriorada, limpa a área atingida e então preenche a cavidade limpa com um material de restauração.

Ao fechar os espaços onde as bactérias podem se infiltrar, a restauração também ajuda a prevenir uma deterioração posterior. Os materiais utilizados para as restaurações podem ser ouro, porcelana, uma resina composta (restauração da cor do dente) e amálgama (uma liga de mercúrio, prata, cobre, estanho e algumas vezes zinco).

Qual o melhor tipo de restauração?
Não existe um único tipo ideal para todas as pessoas. O que é melhor para cada um será determinado pela extensão do preparo, a possível alergia a certos materiais, o local da boca que precisa ser restaurado e o custo. Algumas considerações a respeito de cada material:

- Restaurações de Ouro são feitas sob encomenda em um laboratório de prótese e cimentadas no dente em questão. As incrustações de ouro são bem aceitas pelos tecidos gengivais e podem durar mais de 20 anos. Por esta razão, muitos autores consideram o ouro o melhor material de restauração. No entanto, é geralmente a opção mais cara e requer múltiplas visitas ao dentista.
- Restaurações de amálgama (prata) são resistentes e relativamente baratas. Entretanto, devido à sua cor escura, são mais aparentes que a porcelana ou o composto de resina, e não são utilizadas em áreas muito visíveis, como os dentes anteriores.
- Resinas compostas (plástico) combinam com a cor dos seus dentes e, portanto, são utilizadas quando se deseja uma aparência mais natural. Os ingredientes são misturados e colocados diretamente na cavidade, onde endurecem. As resinas compostas não são o material ideal para grandes restaurações, pois podem lascar ou se desgastar com o tempo. Também podem manchar com pigmentos como o café, chá ou tabaco, e não duram tanto quanto outros tipos de restaurações - em geral de três a 10 anos.
- Restaurações de porcelana são chamadas de incrustações ou facetas. São feitas sob medida por um laboratório de prótese e, em seguida, cimentadas no dente. Podem combinar com a cor do dente e resistir à manchas. A restauração de porcelana geralmente cobre a maior parte do dente. Seu custo é similar ao do ouro.
- Se a cárie ou fratura tiver danificado grande parte do dente, pode-se recomendar uma coroa ou outro tipo de recobrimento. A cárie que atingiu o nervo ou polpa pode ser tratada de duas formas: com tratamento de canal (em que o nervo danificado é removido) ou com um procedimento chamado capeamento pulpar, que é o recobrimento da polpa, e tenta manter o nervo vivo.

O que acontece quando se faz uma restauração?
Quando seu dentista decide restaurar um dente cariado, ele primeiramente remove a parte deteriorada e limpa a área atingida. Depois de limpa a cavidade, a restauração é feita com um dos materiais descritos acima.

Como saber se preciso de uma restauração?
Apenas seu dentista poderá determinar se você tem uma cárie que precisa ser tratada. Durante uma avaliação, seu dentista utilizará um pequeno espelho para examinar as superfícies de cada dente. Qualquer aspecto que pareça anormal será, então, minuciosamente examinado com instrumentos especiais. Seu dentista poderá também fazer uma tomada radiográfica completa da boca ou apenas parte dela. O tipo de tratamento que seu dentista irá escolher depende da extensão do dano causado pela cárie.



saude.terra.com.br

22 de janeiro de 2013


Descubra qual a tonalidade do seu dente



No campo dentário não há um sistema padrão para medir e determinar a tonalidade dos dentes. Assim como também não há uma resposta sobre o quanto seus dentes podem ficar brancos - cada situação pessoal é única. Uma referência comumente usada, no entanto, é um guia de tonalidades.

Um dos guias mais comuns divide a tonalidade dos dentes em uma graduação de quatro tons básicos:

A (marrom avermelhado)
B (amarelo avermelhado)
C (acinzentado)
D (cinza avermelhado)

Dentro de cada graduação existem diferentes níveis de escurecimento - o resultado é uma tabela suficientemente detalhada para que quase todo mundo possa encontrar a exata tonalidade de seu dente no guia. 

Para usar o guia, simplesmente compare a tonalidade atual de seu dente com a correspondente na tabela. A tonalidade encontrada estabelece um ponto de partida para determinar o quanto você determina você gostaria que seus dentes ficassem brancos. 

O quanto os seus dentes deveriam ficar brancos? Isto depende
Não existe apenas uma maneira adequada de clarear os dentes. Algumas pessoas querem uma mudança radical e instantânea, enquanto outras preferem um clareamento gradual como os obtidos com gel e creme dental branqueador. O resultado final depende da tonalidade natural do dente, de quanto certas manchas difíceis são de sair e do tipo de tratamento escolhido. Lembre-se:

Uma mudança de apenas duas ou três tonalidades pode proporcionar uma sensível diferença em qualquer sorriso.

Embora o clareamento possa mudar ocasionalmente a tonalidade do dente nove ou mais graduações, a maioria das pessoas que clareia os dentes nota uma diferença entre duas e sete tonalidades.

Cada procedimento tem suas vantagens e desvantagens. Clareamento a laser e outros procedimentos branqueadores realizados em consultório, por exemplo, podem produzir resultados mais satisfatórios, porém sem seu valor mais elevado.



Fonte: saude.terra.com.br

21 de janeiro de 2013


Como perder o medo do dentista



A Odontofobia é um medo paralisante sério que deve ser tratada procurando atendimento odontológico. Não ser capaz de passar por exames bucais pode afetar a saúde dental e o bem-estar geral, e isso pode ter consequências graves. O medo de dentista, pode afetar além dos dentes e as gengivas, a capacidade de comer e digerir, e levar a sérias limitações em seus compromissos sociais.
A primeira coisa que você deve fazer é admitir suas fraquezas e ser capaz de perceber que o medo pode ser superado, e que o medo é um comportamento apreendido. Quando você está expondo seu medo, a comunicação é fundamental, e você deve se sentir confortável para expressar suas preocupações.
Quando você está tentando lidar com seu medo, vai ser muito útil ter alguém ao seu lado. O apoio de outra pessoa pode trazer toda a motivação que você precisa para superar este medo.

Você tem que estabelecer um senso de controle, você tem o direito de ouvir a explicação completa e clarificação dos procedimentos para qualquer uma das propostas sugeridas pelo dentista. Seja honesto com ele sobre a sua tolerância à dor, porque se você controlar a situação, você não vai se sentir tão ansioso e poderá tomar suas próprias decisões.
Não se sinta envergonhado, não tenha medo do julgamento da sociedade. Seja honesto sobre seus pensamentos e permita que seu dentista lhe apresente diferentes opções que podem aliviar seu medo e a dor.
Execute técnicas de relaxamento. No momento em que se sentar na cadeira do dentista, provavelmente você irá começar a notar um nível diferente de nervosismo. A maneira mais fácil de eliminar ou reduzir a tensão é através de relaxamento físico, uma vez você tenha dominado a arte do relaxamento físico, você deve incorporar o método com o aspecto mental.


Fonte: dicassobresaude.com


18 de janeiro de 2013


Dentes são ossos?



Os dentes são duros, brancos e cheios de cálcio, mas não são considerados ossos. Até mesmo quando se quebra um dente é diferente do ossos.
Os dentes são feitos de cálcio, fósforo e outros minerais, já os ossos contêm cálcio, fósforo, sódio e outros minerais, mas também têm muito colágeno.
E saiba que os ossos não são tão fortes quanto os dentes, que são a parte mais dura do corpo humano
Os dentes são basicamente tecidos calcificados, chamados dentina, cobertos de esmalte que é duro e brilhante.
Já os ossos são cobertos de periósteo, uma membrana densa e lisa, com exceção da juntas de longos ossos que é preenchida por cartilagens. O periósteo contém osteoblastos, ou células que podem crescer células de osso para restaurá-lo. O esmalte do dente não tem esta capacidade de regeneração, quebrar um dente significa perdê-lo.
Outra diferença é que o tutano do osso produz células vermelhas e brancas do sangue e o dente não.
Apesar de dentro dos dentes parecer tutano, na verdade, é a polpa do dente, a parte onde contém os nervos, artérias e veias e quando quebrados a “dor são choques”.
A última diferença é que nossos dentes estão expostos, enquanto os ossos estão guardados embaixo de nossa pele. Os dois, no entanto, exigem muitos cuidados.


Fonte: lifeslittlemysteries

16 de janeiro de 2013

Consultório de dentista da Hello Kitty em Tóquio

Que o Japão é louco pela Hello Kitty, não é novidade. Entre parques temáticos, jogos eletrônicos e até papel higiênico, o país acaba de ganhar o primeiro e único no mundo, consultório de dentista da Hello Kitty.

A clínica odontológica daquela que talvez seja o personagem mais amado do Japão foi inaugurada no mês passado em Tóquio, com aprovação da Sanrio e muito rosa.

As imagens da Hello Kitty estão por todos os lados, até mesmo no papel de parede, além disso, pias e assentos têm formato de coração. E mais rosa. Tudo para tornar o ambiente aconchegante (até demais).
Pela fofura transbordante do ambiente, não há dúvidas que a clínica tem como público-alvo mulheres e crianças.






Fonte:
bocaberta.org

15 de janeiro de 2013


PRIMEIRA DENTIÇÃO - COMO EVITAR O DESCONFORTO DOS BEBÊS



Entre as várias dúvidas que muitas mães têm em relação à saúde dos bebês, algumas giram em torno da higiene bucal, principalmente quando os dentinhos começam a nascer e deixam os pequenos irritados.
"O nascimento dos primeiros dentes é uma ocorrência natural que normalmente não provoca dor, nem sangramento, mas sem dúvida nenhuma trata-se de um momento intenso, tanto para a mãe como para o próprio bebê - um período, muitas vezes, caracterizado pela irritabilidade da criança", afirma Dra.
Vivian Farfel (CRO-SP 59.111), especialista em Odontopediatria, Ortodontia e Ortopedia Facial pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP).
Conforme a especialista, os dentinhos começam a nascer por volta de seis meses de idade. "Os incisivos centrais inferiores são os primeiros dentes a aparecerem na boca". Um atraso, em torno de seis meses, pode ser considerado normal. Vivan alerta que são raros os casos nos quais os dentes de leite nascem antes do prazo médio, por volta de dois a três meses de idade, ou imediatamente após o nascimento. Nessas situações, é indicado procurar o odontopediatra para uma avaliação. Na maioria das vezes, a dentição se completa por volta dos dois ou três anos de idade.
Para ajudar pais e filhos passarem por essa fase sem traumas, a dentista dá algumas dicas:
Como devem ser os cuidados com a higiene bucal do bebê antes da erupção dos primeiros dentes?
Os cuidados com a higiene bucal devem começar a partir do nascimento do bebê. No recém-nascido, a limpeza deve ser feita com uma gaze ou fralda umedecida em água filtrada ou fervida para remover os resíduos de leite. Com o nascimento do primeiro dente, a fralda deve ser substituída por uma escova macia de cabeça pequena, adequada a faixa etária da criança. A mãe deve escovar os dentes existentes com uma pequena quantidade (semelhante a um grão de ervilha) de creme dental sem flúor. O flúor é um medicamento e quando ingerido pode causar a fluorose, que se manifesta através de manchas nos dentes permanentes em formação.
Quais os sintomas que o bebê pode sentir durante a erupção dos primeiros dentes e por quê?
O bebê pode ter alguns sintomas como aumento de salivação devido à maturação das glândulas salivares e a dificuldade que ele tem de engolir a saliva produzida; diarréia, em conseqüência do distúrbio gastrointestinal causado pela contaminação por meio de objetos levados à boca e pela sucção dos dedos, principalmente em condições de higiene inadequada; febre baixa e passageira, provocada por substâncias que regulam a temperatura corpórea, liberadas durante o irrompimento da gengiva; gengivas inchadas e irritação local provocada pela presença de dentes. O bebê também pode ficar agitado e irritadiço, podendo até perder o apetite e o sono habitual.
Existe alguma maneira de ajudar a erupção dos primeiros dentes?
Para aliviar o desconforto, os pais devem oferecer ao bebê alimentos mais duros, como pedaços de cenoura ou talos de vegetais crus que ajudam na erupção dos dentes. Alimentos ou bebidas quentes que aumentam a sensação de irritação devem ser evitados. Outra maneira de aliviar o desconforto do bebê é massagear suavemente a gengiva. Para isso, envolva o dedo com uma gaze umedecida em água filtrada ou soro fisiológico, e faça movimentos suaves sobre a região. Os pais também podem oferecer, ao bebê, mordedores de silicone, que contém um gel no seu interior e que devem ser mantidos na porta da geladeira. A temperatura baixa promove um efeito levemente anestésico e alivia a irritação da gengiva. Se, eventualmente a irritação for muito grande, deve-se consultar um odontopediatra para outras instruções. Nunca se deve aplicar algum tipo de pomada por conta própria, porque os sintomas causados pelo nascimento dos primeiros dentes são naturais e não há necessidade de medicação.
Quais objetos são melhores para aliviar o desconforto ou a coceira - os confeccionados com silicone ou com látex? Como higienizar esses objetos?
O silicone é o material ideal, por ser mais higiênico que o látex e menos sujeito ao mofo. Para evitar a infecção pelos fungos e bactérias, o ideal é que os mordedores de silicone escolhidos tenham as bordas livres de saliências. A higienização deve ser feita com uma escova de cerdas macias, água quente e sabão neutro, e enxaguar bem para não deixar nenhum resíduo sobre sua superfície. Antes de cada uso é necessário esterilizá-los com água fervente em uma panela apropriada, na qual os mordedores devem ficar totalmente submersos durante a fervura, que não deve ultrapassar cinco minutos, a fim de ser evitar que os mordedores fiquem pegajosos, porosos e, até mesmo, deteriorados. Outra opção é a esterilização a vapor, no forno de micro-ondas, que faz com que as elevadas temperaturas eliminem as bactérias.


vilamulher.terra.com.br

14 de janeiro de 2013


FALTA DE HIGIENE BUCAL PODE AFETAR A FERTILIDADE




Problemas de saúde bucal podem afetar a fertilidade feminina, segundo um estudo feito na Austrália recentemente.
A pesquisa da Universidade do Oeste da Austrália, que contou com a participação de mais de 3,5 mil mulheres, sugere que uma higiene bucal precária é tão ruim para a fertilidade feminina quanto a obesidade, fazendo com que as mulheres demorem em média dois meses a mais para engravidar.
Segundo os pesquisadores, mulheres com gengivas doentes precisaram de sete meses para conceber, comparados com o prazo considerado normal, de cinco meses. Elas apresentaram níveis elevados de marcadores para inflamação no sangue.
De acordo com os cientistas, a causa pode estar ligada à doença periodontal, caracterizada por inflamação na gengiva. Se esta não for tratada, pode desencadear uma série de reações capaz de prejudicar o funcionamento normal do corpo.
"Este é o primeiro relatório que sugere que a doença na gengiva pode ser um dos vários fatores que podem ser modificados para mulher melhorar as chances de uma gravidez", afirmou Roger Hart, professor líder da pesquisa.
De acordo com o professor, mulheres que estão tentando ter um filho agora precisam passar antes no dentista além de parar de fumar, beber, manter um peso saudável e tomar suplementos de ácido fólico.




fonte: vilamulher.terra.com.br

11 de janeiro de 2013

Apague o colesterol com a escova de dente



"Apenas 10% dos brasileiros possuem uma gengiva saudável. Só 10%", aponta, preocupado, o odontologista Ernesto Nascimento Filho, da Universidade Federal de São Paulo. Obviamente, o dado indica o tanto de trabalho que os dentistas terão pela frente. O que poucos sabem, no entanto, é que essa estatística pode influenciar até a vida dos cardiologistas. Sim, a relação entre uma boca repleta de bactérias e um sistema cardiovascular enfermo parecia distante, mas estudos ao redor do globo vêm estreitando esse elo. 

Um dos mais interessantes foi realizado na Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Os cientistas colheram amostras das artérias de pacientes que tinham alguns de seus vasos sanguíneos obstruídos. Em outras palavras, que precisavam passar por uma cirurgia para não infartar. Por incrível que pareça, em 60% dos casos foram encontrados resquícios de micro-organismos que entraram no corpo através da gengiva. Ou seja, essas minúsculas ameaças estavam, nem que somente como coadjuvantes, envolvidas na piora da saúde do peito. 

Em busca de evidências, os pesquisadores foram além e avaliaram o sangue dos voluntários. "Os que tinham inflamações graves no tecido que rodeia os dentes apresentaram maiores taxas do colesterol ruim, o LDL", revela o periodontista Fernando José de Oliveira, autor da pesquisa. E, como já se sabe, níveis elevados dessa substância podem culminar em vasos entupidos. Prova cabal de que a higiene bucal — ou melhor, a falta dela — está associada a problemas cardíacos.

É por essas e outras que os especialistas estão de olho na periodontite. A doença, uma inflamação que afeta as estruturas de sustentação da arcada dentária, é causada por bactérias específicas alojadas nessa região. Quando não são removidas por uma escova ou um fio dental, elas entram fundo na gengiva e, então, caem na corrente sanguínea. "A inflamação nas artérias resultante da resposta imunológica às bactérias pode aumentar os níveis de colesterol de um indivíduo", explica o cardiologista Bruno Caramelli, presidente do Grupo de Avaliação Perioperatória da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Além disso, os próprios micróbios da boca partem para cima do HDL, a versão boa dessa substância gordurosa. Essa partícula protetora age como um guardião dos vasos, tirando o colesterol maléfico de circulação. "Infelizmente, pacientes com periodontite têm o índice da versão ruim até três vezes maior do que pessoas livres dessa inflamação", ressalta Oliveira.

Ao adotar medidas para se precaver dessa grave inflamação, você se prevenirá contra anginas — aquelas fortes dores no peito que acusam obstruções nas artérias —, infartos e outros transtornos ligados ao coração. Mais do que isso, também se protegerá dos derrames. A lógica nesse último caso é a mesma: sem aquelas bactérias no sangue, as tropas de HDL se mantêm numerosas, evitando o acúmulo do colesterol ruim. No caso, porém, estamos falando dos vasos que irrigam a massa cinzenta. E, caro leitor, não há segredos no combate à periodontite. "O importante é controlar o biofilme, também conhecido como placa bacteriana", reforça Suzely Adas Saliba Moimaz, odontologista da Universidade Estadual Paulista, em Araçatuba. Para isso, a primeira coisa a fazer é escovar a língua e os dentes após toda e qualquer refeição. "O problema, na verdade, é que muitas pessoas não sabem realizar essa prática de maneira adequada", lamenta o odontologista Ernesto Nascimento Filho. "O ideal é fazer movimentos circulares com a escova. Suas cerdas devem estar a 45 graus em relação à arcada dentária", ensina. Desse jeito, a faxina chega até os sulcos gengivais, local onde os restos de alimento e as bactérias adoram se esconder. Também é fundamental não se esquecer de um dente sequer. Todos devem ser muito bem limpos, tanto na parte da frente quanto na de trás. Mas mesmo quem adota esses hábitos ainda não está livre da ameaça descrita nesta reportagem. "É imprescindível passar o fi o dental pelo menos uma vez ao dia", avisa Suzely. Afinal, só ele — e os tais micro-organismos — chegam a certas áreas de difícil acesso.

Tratamento

Hoje em dia, dá para controlar muito bem a periodontite. Desde que, claro, você passe a cuidar melhor de sua dentição. "Em casos leves, o paciente não precisa nem passar por um procedimento cirúrgico", informa Suzely. Já nos mais avançados, o especialista terá que realizar uma pequena operação para remover o excesso de biofilme e fixar os dentes que porventura tenham ficado soltos. Essencial mesmo é visitar um odontologista frequentemente. Ele acompanhará o quadro e fará limpezas minuciosas para não dar chance aos inimigos da saúde bucal. Até porque evidências científicas prestes a sair do forno dão conta de que o tratamento poderia reverter inclusive os estragos causados às nossas reservas de HDL — e, consequentemente, atenuar os efeitos do colesterol ruim sobre o corpo (leia o quadro no alto à direita). Então, coloque pasta na escova, separe o fio dental e mãos à obra! Seu coração agradece.

OS SINAIS

Mau hálito, sangramentos constantes, inchaço e vermelhidão nas gengivas — se você possui algum dos sintomas citados, consulte um dentista. Afi nal, eles são indicativos da periodontite ou de sua precursora, a gengivite. Essa baita chateação ainda pode deixar os dentes menos fi xos ou até tortos. "Isso porque, aos poucos, as estruturas que os suportam são degeneradas", explica Elaine Escobar, periodontista das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), em São Paulo.

GRUPOS DE RISCO 

Há casos em que a doença periodontal pode aparecer mais cedo ou gerar desastres extras

Diabete
As bactérias da boca se aproveitam da cicatrização mais lenta dos diabéticos para tomar conta das gengivas rapidamente. E, na corrente sanguínea, ainda podem induzir uma maior liberação de glicose.

Cigarro
Até aqui o fumo traz complicações. Isso porque algumas de suas substâncias diminuem a eficácia das células de defesa. Com isso, aumenta a propensão a inflamações pelo corpo todo.

Gestação
Mulheres grávidas devem tomar cuidado especial com esse e outros processos inflamatórios. Mediadores dessa resposta do organismo podem, colateralmente, ocasionar um parto prematuro.

Precedente familiar
Se um irmão, um avô ou até mesmo um tio sofreu com a periodontite, é bom ficar esperto. Apesar de a influência genética não ser das maiores nessa situação, ela existe.

Histórico pessoal de doença cardiovascular
Quem já teve um infarto, por exemplo, deve se proteger extremamente bem. Nesse grupo de indivíduos, os efeitos proporcionados pelos pequeninos seres que usam a gengiva como meio de acessar o corpo são maiores.

O QUE ESTÁ POR VIR 

Pesquisadores estão atrás de mais fatos que comprovem a importância da higienização da boca para o peito 

NUNCA É TARDE PARA COMEÇAR

Na Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista, estão sendo computados os últimos dados de uma pesquisa com indivíduos vítimas da periodontite que, durante o estudo, foram cuidados por especialistas. "Aparentemente, a maioria deles está com melhores índices de colesterol no sangue do que no início do levantamento", diz o periodontista Fernando José de Oliveira. 

ATÉ OS TRIGLICÉRIDES?!

Por incrível que pareça, essa substância, outro fator de risco para o surgimento de males no aparelho cardiovascular, parece dar mais as caras em quem possui uma gengiva completamente inflamada. Como o motivo para isso é desconhecido — e como ainda faltam pesquisas graúdas sobre o assunto —, não dá para cravar nada até o momento. Mas é certo que nos próximos anos aparecerão novidades nesse front.



Fonte: saude.abril.com.br

10 de janeiro de 2013



Chega de ranger os dentes





A notícia veio há quase dois anos: a pequena paulistana Giovanna Mascaros, na época com 4, ia ganhar uma irmã. A partir daí, passou a ranger os dentes enquanto dormia. Esse movimento involuntário da mandíbula, que na maioria das vezes ocorre quando a gente adormece, recebe o nome de bruxismo e atinge aproximadamente 19% dos garotos e garotas. Se for persistente, desgasta os dentes, modifica a estrutura óssea temporomandibular — a área entre o osso temporal e a mandíbula — e até aumenta a pressão na cabeça.

No caso de Giovanna, a suspeita foi de que a alta carga emocional da novidade teria desencadeado o baticum da dentição — e o bruxismo teria sido a maneira de extravasar os nervos. "Muitas vezes o ranger dos dentes é o sintoma de um problema maior", explica José Eduardo de Oliveira, odontologista da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo, no interior do estado. O distúrbio pode ser um reflexo da ansiedade e da irritação infantil. "Isso comprova que não se deve encarar problemas psicológicos e fisiológicos de formas distintas", diz a psicóloga Ana Carolina Peuker, do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Em outras palavras, as reações físicas sempre estão fortemente ligadas às emoções.

Mas por que, inconscientemente, os pequenos exteriorizam o nervosismo rangendo os dentes? "Durante os primeiros anos, a boca é o portal para a vida", explica a odontologista Kranya Victoria Díaz- Serrano, da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto, no interior do estado. "É pela sucção, enquanto são amamentadas, que as crianças resolvem suas necessidades físicas e emocionais", complementa José Eduardo de Oliveira. Por isso que, quando ou o menino ou a menina se sentem incomodados ou frustrados, a mente às vezes entende que estimular fricções dentárias na calada da noite seria um jeito de recuperar a serenidade.

Sono tranquilo

A atenção dos pais e professores é essencial para o diagnóstico correto. Já o tratamento pede uma abordagem multidisciplinar. O primeiro passo é o uso da placa de mordida — desenvolvida pelo dentista —, que se encaixa na superfície dentária para evitar o desgaste. Depois é preciso entender qual foi o estopim para o hábito. Vale procurar um psicólogo nessa hora. "A criança vai precisar expandir o repertório comportamental para enfrentar tensões, participando de grupos ou viajando", aconselha Ana Carolina Peuker. "Já a fonoaudiologia pode auxiliar no relaxamento muscular e na mobilidade da mandíbula", conta a fonoaudióloga Ana Lucia Kozonara, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. "Durante o tratamento, deve-se evitar gomas de mascar e alimentos duros, que exigem muito da musculatura bucal", complementa Kranya. Como os pais de Giovanna detectaram o problema logo no início, seus dentes não apresentam tanto desgaste. Agora, mais importante do que nunca, são as visitas regulares à cadeira do dentista.

O bruxismo pode causar:

Dores de cabeça
A estrutura muscular da cabeça está conectada com a da mastigação. O estímulo excessivo a deixa tensa e isso dispara as dores.

Zum-zum no ouvido
A rigidez nos músculos instiga o zumbido como forma de igualar a pressão na cabeça.

Dores musculares
Por causa das contrações constantes, a musculatura fica cansada. Daí, é normal acordar com a bochecha dolorida.

Desgaste do sorriso
A força do apertamento compromete o esmalte dentário e pode até causar fissuras e quebras. Quando isso acontece, o dente fica mais sensível a temperaturas altas e baixas.

Problemas na articulação
O bruxismo pode desencadear a disfunção da articulação temporomandibular, com deslocamento da mandíbula, estalos e dores na região.

Mastigação noturna
Às vezes, o hábito de mastigar enquanto dormimos pode ser confundido com outros distúrbios relacionados ao sono, como o próprio bruxismo. "Mas a mastigação noturna involuntária é causada por vermes que vivem em nosso intestino", diz o odontologista José Eduardo de Oliveira. É importante ressaltar que todo mundo faz esse tipo de movimento durante o sono. Então, não é preciso se alarmar caso seu filho pareça mastigar algo enquanto dorme, de vez em quando — a não ser que o problema passe a incomodar. Aí vale procurar um especialista e realizar exames para checar uma eventual verminose.



Fonte: saude.abril.com.br