29 de abril de 2014

Cárie atrapalha a rotina dos brasileiros



A cárie é a doença crônica mais comum no mundo, afetando cinco bilhões de pessoas, ou cerca de 80% da população mundial. No Brasil, o cenário não é diferente: 88% da população ainda sofre deste problema. Em um mundo onde a sociedade está cada vez mais exposta ao consumo de açúcares, que servem de alimento para as bactérias que formam a placa bacteriana, a cárie tornou-se uma doença silenciosa que toma proporções cada vez maiores e impacta a vida pessoal e profissional das pessoas.

A dor causada pela cárie é o problema de saúde bucal de maior impacto sobre o bem-estar dos indivíduos, levando a complicações que interferem diretamente na qualidade de vida. Para a professora de Bioquímica e Cariologia da Unicamp e membro da ACFF - Aliança para um Futuro Livre de Cárie -, Livia Tenuta, é possível relacionar a incidência de cárie a questões como diminuição do rendimento no trabalho, faltas escolares, dificuldades de comunicação e alimentação. “É notório que algumas pessoas acometidas pela doença têm a estética da boca afetada, o que pode causar constrangimentos nos convívios profissional e social. Por isso, é preciso engajar a população sobre a importância da saúde bucal para o corpo todo”, explica a professora.

Consequências poderiam ser evitadas – Atualmente, existem diversas maneiras para prevenir a doença. Fluoretação da água que abastece o sistema público das cidades e cremes dentais fluoretados são exemplos disso. No entanto, uma parcela da população ainda não tem acesso a esses recursos e acaba por não dar a devida atenção à saúde bucal. “Muitas pessoas têm cárie porque não têm acesso aos métodos de prevenção ou não entendem a necessidade de uma boa higiene oral. Nossa missão é educá-las e mostrar que, além de todos os danos acarretados para a vida profissional e pessoal, é muito mais barato prevenir do que tratar as lesões de cárie posteriormente”, reforça a professora.

Fonte: ACFF

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