17 de abril de 2013


                    

             
Problemas cardíacos e gengivite


Existe alguma ligação entre gengivite e problemas cardíacos?
Em geral, os dados indicam que a gengivite crônica pode contribuir para o desenvolvimento de problemas cardíacos. Como isso acontece? A gengivite é uma infecção bacteriana que pode ter efeitos à distância da sua boca. Com relação a problemas cardíacos, há uma teoria que diz que a gengivite permite às bactérias entrarem na corrente sangüínea e aderir aos depósitos de gordura existentes nos vasos do coração. Isto pode causar coágulos e provocar um problema cardíaco.

O relatório do Ministério da Saúde dos Estados Unidos sobre saúde bucal afirma que a saúde bucal é parte integrante da saúde geral. Por isso, escove os dentes, use fio dental e vá ao dentista regularmente.
Com relação à saúde bucal, existem recomendações especiais para quem tem problemas cardíacos? 
Para uma perfeita saúde bucal, você deve:
·         Manter sua boca saudável. Isto é, escovar os dentes, usar fio dental diariamente e consultar o dentista regularmente;
·         Informe seu dentista a respeito de seu problema de saúde geral;
·         Siga com cuidado as instruções do dentista e de seu médico e use os medicamentos - como antibióticos, por exemplo - de acordo com as indicações.
Os procedimentos dentários oferecem algum risco a quem tem problemas do coração?
Se você tiver certos problemas cardíacos, existe a possibilidade de você desenvolver uma endocardite bacteriana, uma infecção do revestimento interno do coração ou das válvulas. Um sangramento na boca pode permitir que certas bactérias bucais entrem no sistema sangüíneo e atinjam as válvulas ou tecidos que foram enfraquecidos por um problema cardíaco préexistente. Nesses casos, a infeção pode danificar ou mesmo destruir as válvulas e os tecidos do coração.

Há precauções que você deve tomar se estiver enquadrado em algum dos itens abaixo:
·         Válvulas artificiais;
·         Histórico de endocardite;
·         Defeitos cardíacos congênitos;
·         Válvulas cardíacas danificadas por problemas como, por exemplo, febre reumática;
·         Prolapso da válvula mitral com sopro;
·         Miocardiopatia hipertrófica.
Não deixe de conversar com seu dentista sobre qualquer problema cardíaco que estiver sentindo e os medicamentos que está tomando. Ele anotará essas informações em seu prontuário e tomará decisões sobre o seu tratamento dentário em conjunto com o seu médico.
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16 de abril de 2013




Chupeta entorta os dentes, mamadeira dá cárie; mitos e verdades sobre saúde oral infantil

Existem muitos mitos em torno do tema saúde bucal, mas o assunto é mais preocupante quando se trata de como cuidar dos dentes da criançada. Isso porque um erro nessa fase da vida pode significar problemas futuros. Por isso, para não restar dúvidas, professoras de odontopediatria – área da odontologia que cuida de crianças – esclareceram questões sobre o tema para garantir um sorriso saudável aos pequenos.
Quando o nenê começa a ter dentes.
Por volta dos seis meses de idade ocorre a irrupção do primeiro dente na criança. “No entanto essa é uma média e algumas crianças podem ter um pouco de antecipação ou atraso nesse processo”, diz a dentista Adriana Lira Ortega, professora de Odontopediatria da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Odontologia da USP. 
É necessário escovar os dentinhos do bebê.
Sim, sempre. O primeiro dente apareceu, já é momento de escovar. “Quando o dente está na cavidade bucal já pode ser colonizado por bactérias que causam a doença cárie e se a escovação e o controle da ingestão de carboidratos fermentáveis não acontecerem, a lesão de cárie irá surgir”, explica a dentista Sandra Kalil Bussadori, professora da APCD – Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas. 
E se os dentes ainda não nasceram.
Quando ainda não há dentes e a criança realiza a amamentação com leite materno, não há a necessidade de limpeza constante com gaze, pois no leite materno encontram-se imunoglobulinas importantes para a proteção dos bebês contra infecções. Porém, a limpeza também não tem contraindicações e pode até servir como um estímulo à higiene. “Se a criança não tiver dentes, a higiene não deve ser feita logo após a amamentação, somente depois”, afirma Sandra. 
E se o bebê não deixar escovar os dentes.
A criança chora em alguns casos, pois não quer parar de brincar para escovar os dentes, ou porque não têm o hábito de ter sua boca manipulada. Mas escovar os dentes não machuca, não dói. “A higiene oral é essencial para um bom desenvolvimento da saúde, assim como tomar banho e lavar as mãos”, ressalta Sandra. A dica é consultar o odontopediatra que ensinará técnicas corretas e adequadas a cada idade e transmitirá segurança aos pais para desenvolverem essa rotina.Para Adriana, o importante é que a mãe faça isso de forma tranquila, carinhosa, mas que não ceda à resistência da criança. 
A pasta de dentes do bebê pode ter flúor.
Estudos recentes mostram que o importante não é excluir o flúor da pasta de dente, e sim instruir corretamente os pais quanto à quantidade de pasta que é colocada na escova. “Para os menores de 3 anos, a quantidade preconizada é do tamanho de um grão de arroz cru”, diz Bussadori. Ela lembra que a pasta deve ser mantida fora do alcance da criança, para evitar a ingestão. 
O bebê sofre com o início da dentição.
O nascimento dos dentes causa uma pequena inflamação local, mas totalmente natural e fisiológica.  Alguns bebês sentem mais, outros não apresentam sintomatologia alguma. “Coceira na região, vermelhidão e febre baixa são alguns desses sintomas, derivados dessa inflamação local”, afirma Sandra.
Bebês têm cáries.
Sim, claro. E acontece muito devido a crença que bebês não têm este problema. A partir do momento em que o dente fica exposto a restos de alimentos ele também fica exposto às bactérias que causam a cárie. O uso de mamadeiras/peito noturno sem higienização em seguida é o maior causador deste tipo de cárie, chamada de cárie precoce da infância, popularmente conhecida como cárie de mamadeira. Essas lesões começam com aparecimento de manchas brancas opacas, têm progressão rápida e severa e causam grande destruição e até perda dos dentes. “E devemos lembrar que crianças que têm dor de dente ou ausência destes, não se alimentam corretamente, logo não se desenvolvem adequadamente em todos os quesitos de saúde”, destaca Sandra. “Mesmo os bebês podem ter a polpa dentária atingida por bactéria com necessidade de tratamento endodôntico (tratamento de canal)”, diz Adriana.
Antibióticos prejudicam a dentição.
Isso é um mito. Antigamente, a tetraciclina – um antibiótico que era utilizado em crianças -  manchava os dentes permanentes que estavam sendo formados. Hoje, essa medicação caiu em desuso. O grande problema das medicações em crianças é que elas são apresentadas normalmente em forma de xaropes ou soluções açucaradas, sejam eles analgésicos, anti-inflamatórios, antibióticos ou outros. “A higiene bucal deve ser realizada sempre após a administração de medicamentos”, recomenda Bussadori. Adriana aproveita para tranquilizar os pais. “O tempo que a criança fica exposta ao açúcar contido em antibióticos não seria suficiente para causar a cárie se a higiene estiver sendo correta”. 
Mamadeira, chupeta e chupar o dedo entortam os dentinhos.
São vários fatores que podem entortar os dentes das crianças: uso de chupeta, mamadeiras e dedos, genética, respiração bucal, perdas precoces de dentes, entre outros. Mas, segundo Adriana, não é regra que toda criança tenha os dentes tortos por causa desses hábitos. No entanto é importante orientar os pais a removerem esse hábito na idade adequada. “O dedo é sempre prejudicial, pois a força utilizada na sucção é grande e sua eliminação é difícil, pois o dedo está sempre disponível”, alerta Sandra.
Existe uma mamadeira mais indicada para bebês que não podem ser amamentados no peito.
As mamadeiras devem ter os bicos achatados, com tamanhos adequados a cada idade do bebê. Algumas mães têm o hábito de aumentar o furo do bico da mamadeira, para que a criança mame mais rápido ou com menos esforço. Isso nunca deve ser feito. “O furo deve ser bem pequeno para que sirva de estímulo para a sucção”, diz Adriana.
Os mordedores ajudam na erupção dos dentes.
Embora não haja fortes evidências científicas a respeito, os mordedores podem ser úteis para aliviar a coceira proveniente da inflamação local gerada pelo irrompimento dos dentes. “Aqueles que podem ser colocados na geladeira, aliviam ainda mais essa sensação, gerando conforto para a criança”, indica Sandra.
O surgimento dos dentinhos faz o bebê babar mais.
“Alguns estudos recentes têm mostrado que realmente há uma associação entre aumento na salivação e a época de erupção dos primeiros dentes da criança”, diz a dentista Mariana Minatel Braga, professora de odontopediatria da Faculdade de Odontologia da USP. Segundo Bussadori, o irrompimento dos dentes coincide com a maturação das glândulas salivares, que passam a produzir mais saliva, se preparando para proteger os dentes e começar sua participação na mastigação. “Além disso, o bebê está começando a aprender a deglutir, acumulando saliva com mais facilidade”. 
O bebê fica febril por causa do surgimento dos dentes.
“Um ligeiro aumento na temperatura da criança pode ocorrer durante a erupção dos dentes, mas não a ponto de podermos considerá-la como febre”, explica Mariana. A febre baixa pode ser consequência da inflamação local causada pelo dente que está irrompendo. “Já a febre alta deve ser investigada junto ao pediatra”, recomenda.
É comum o bebê ter diarreia quando os primeiros dentinhos começam a apontar.
Quando os dentes estão irrompendo, existe a inflamação local que gera coceira na região. Para aliviar, é comum o bebê “coçar” com objetos variados, brinquedos, comida ou o que encontrar pela frente. Ao introduzir objetos na cavidade oral, é comum adquirir infecções secundárias e as famosas viroses, o que vem a causar, paralelamente, diarreias e/ou febres altas.
Dar alimentos em pedaços para o bebê estimula a mastigação e faz com que os dentes nasçam mais rápido. 
O estímulo mastigatório é sempre importante para o desenvolvimento da cavidade bucal. É importante lembrar que até os seis meses preconiza-se a amamentação exclusiva. Depois disso, a introdução das papinhas se inicia e, mais adiante, os alimentos em pedaços. Essa etapa dos alimentos em pedaços é essencial para um bom desenvolvimento da musculatura facial.  A mastigação ainda favorece a salivação que ajuda na limpeza e estabilização do pH da cavidade bucal. “A mastigação também ajuda no adequado posicionamento dentário e vedamento labial. Já a época de irrompimento dos dentes é variada, dependendo de inúmeros fatores”, explica Sandra.
A criança pode se machucar com a escova de dentes.
Até os dois anos, a criança deve ser estimulada com a escova de dentes, mas os pais devem fazer a escovação, inclusive da língua. A partir dos três anos, com o nascimento dos molares, deve-se incluir o uso do fio dental. “Com sete anos, a criança já está apta a escovar os dentes sozinha, mas ainda deve ser supervisionada”, diz a dentista Márcia Vasconcelos, consultora científica da Associação Brasileira de Odontologia (ABO).
Os pais devem deixar os dentes de leite caírem naturalmente.
Para a psicóloga Cecília Zylberstajn, caso a criança reclame que o dentinho mole está atrapalhando para comer, por exemplo, não há problema nenhum em os pais ajudarem a tirar o dente, desde que todos estejam tranquilos e não tenham dúvidas. “Se os pais estiverem inseguros, é melhor levar para um profissional”, afirma Cecília. Para arrancar o dente de leite é preciso verificar se está mesmo na hora. Com um pedaço de gaze ou algodão, balance o dentinho e veja se está solto. Caso ele já esteja quase completamente solto da gengiva, basta dar uma puxadinha. Mas, se ainda estiver duro, espere mais um pouco. “Se a criança perguntar se vai doer, diga que pode doer um pouco, mas que logo passa e ela nem vai lembrar”. Depois que o dente cair, coloque um algodão, pressionando o local para interromper o sangramento.
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15 de abril de 2013



                  



               
   Como usar fio dental


O uso correto do fio dental remove a placa bacteriana e os alimentos nos lugares onde a escova não consegue chegar facilmente - sob a gengiva e entre os dentes. Como o acúmulo de placa pode provocar cárie e gengivite, usar fio dental diariamente é altamente recomendável.
Para aproveitar ao máximo o uso do fio dental, uso a seguinte técnica:
·         Enrole aproximadamente 40 centímetros do fio ao redor de cada dedo médio, deixando uns dez centímetros entre os dedos.
·         Segurando o fio dental entre o polegar e indicador das duas mãos, deslize-o levemente para cima e para baixo entre os dentes.
·         Passe cuidadosamente o fio ao redor da base de cada dente, ultrapassando a linha de junção do dente com a gengiva. Nunca force o fio contra a gengiva, pois ele pode cortar ou machucar o frágil tecido gengival.
·         Utilize uma parte nova do pedaço de fio dental para cada dente a ser limpo.
·         Para remover o fio, use movimentos de trás para frente, retirando-o do meio dos dentes.
Que tipo de fio dental devo usar?
·         Fio de nylon (ou multifilamento)
·         Fio PTFE (monofilamento)
Existem no mercado fios dentais de nylon, encerados ou não, com uma grande variedade de sabores. Como esse tipo de fio é composto de muitas fibras de nylon, ele pode, às vezes, rasgar-se ou desfiar, especialmente se os dentes estiverem muito juntos. Embora mais caro, o fio de filamento único (PTFE) desliza facilmente entre os dentes, mesmo com pouco espaço, e não se rompe. Usados de maneira adequada os dois tipos de fio removem a placa bacteriana e os resíduos de alimentos.


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12 de abril de 2013



Prevenção é o melhor meio de preservar os dentes até a terceira idade

Segundo dados do Programa Brasil Sorridente, do Ministério da Saúde, idosos têm quase 26 dentes extraídos em média por pessoa, e três a cada quatro idosos não possuem nenhum dente funcional. Destes, mais de 36% necessitam de pelo menos uma dentadura. “A saúde bucal dos idosos brasileiros é crítica, especialmente se vivem em casas de repouso governamentais ou humildes, onde a informação de prevenção bucal praticamente não existe”, avalia o dentista Fernando Luiz Brunetti Montenegro, consultor científico da ABO. 
O melhor remédio ainda é a prevenção. O cuidado oral desde a infância pode garantir que uma pessoa preserve seus dentes durante toda a vida, inclusive na terceira idade. Ao cuidar da higiene da boca é possível afastar doenças como a cárie – umas das maiores responsáveis pela perda dos dentes. “Os procedimentos preventivos precisam ser bem realizados nessa fase da vida, desde a escovação, uso do fio dental/escova interdental, limpeza correta das próteses e mucosas”, diz Brunetti.
Hoje, em casos que não é possível preservar o dente, pode-se recorrer aos implantes osseointegráveis, chamados também de terceira dentição. Além de maior conforto, suprem as necessidades físicas de quem os usa e ajuda na autoestima. 
Diminuição da saliva
Com o avanço da idade, passa a ser comum o uso rotineiro de medicamentos. Alguns deles contêm substâncias que podem causar xerostomia – boca seca. A diminuição ou falta de saliva causam vários problemas bucais, como cárie, problemas gengivais, lesões brancas na gengiva. “Com a xerostomia as próteses podem se soltar, provocando mudanças na dieta que podem levar à desnutrição e problemas estomacais nesses indivíduos, porque eles não conseguem mastigar bem os alimentos”, explica o especialista.
A saliva contribui para a manutenção da integridade bucal, lubrificando e protegendo a boca contra os micro-organismos prejudiciais à saúde. “A ausência ou a diminuição da saliva associado à má higiene bucal permitirá o aparecimento de cárie, da doença periodontal e de outras infecções.”, diz o consultor da ABO, que também ressalta que o envelhecimento, por si só, não causa redução ou ausência de saliva.

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11 de abril de 2013






Sete sinais de que você precisa consultar um dentista

A boca é uma porta de entrada para várias doenças. Além dos problemas relacionados à saúde oral, há doenças que decorrem de um processo infeccioso iniciado na boca e que acabam resultando em complicações cardiovasculares e do diabetes, distúrbios renais e respiratórios, hepatite e até mesmo prematuridade. De acordo com o doutor Ruy Hizatugu, professor da EAP (Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCD), em São Paulo, além da higienização adequada dos dentes ao menos três vezes por dia, o paciente deve consultar um dentista na presença de 7 sinais:
1 . DOR DE DENTE. "Um levantamento do Departamento de Saúde Pública dos Estados Unidos revelou que os estudantes perdem mais de 51 milhões de horas-aula ao ano por causa de problemas dentais. De fato, a dor de dente costuma ser tão pouco suportada por jovens e crianças que, quando não faltam à escola, também não conseguem prestar atenção na matéria. A cárie é a causa mais comum de dor de dente, sendo tanto pior quanto mais exposto está o nervo do dente".
2. SANGRAMENTO. "O sangramento deve ser investigado se persistir por mais de dois ou três dias. Geralmente, ocorre quando a pessoa coloca muita força na hora da escovação. Mas, as principais causas incluem gengivite, traumas, distúrbios hemorrágicos, doenças como a leucemia e o escorbuto, além de próteses móveis mal ajustadas".3. FERIDAS. "As feridas podem ter várias causas. Desde as mais simples, como quando a pessoa acaba mordendo a parte interna da boca ou quando fica passando a língua em um dente quebrado, além das aftas e da herpes labial, até as que sugerem uma investigação mais complexa. Infecções por bactérias, vírus ou fungos devem ser investigadas, assim como as leucoplasias – que são mais frequentes em fumantes de cigarros, cachimbo e charutos, ou ainda de quem abusa do álcool. A propósito, a associação dos dois potencializa o surgimento desse tipo de lesão".4. SENSIBILIDADE NOS DENTES. "Bebidas quentes ou geladas podem causar dor em pessoas com dentes hipersensíveis. Tanto pode ser resultado de cáries dentárias, como de dentes fraturados, esmalte desgastado, doenças na gengiva  ou ainda a dor pode ser provocada por uma raiz exposta. O tratamento levará em conta a causa do problema e o  grau de sensibilidade".5. DOR NA MASTIGAÇÃO. "Quando o paciente sente dores durante a mastigação, e se a dor for persistente, deve procurar um cirurgião-dentista sem demora para chegar ao diagnóstico correto do problema. Esse tipo de sintoma pode estar associado a doenças como sinusite, artrite, gengivite, bruxismo, ou ainda a uma disfunção da articulação temporomandibular".6. FRATURA. "Com o aumento da expectativa de vida e a incorporação de novos hábitos alimentares, os dentes vêm sendo cada vez mais exigidos. Como os dentes trincados ou fraturados apresentam sintomas diversos, é importante procurar um especialista na presença de dor ao mastigar, dor ao entrar em contato com bebidas muito quentes ou muito frias, ou ainda dor localizada. Como o desconforto vem e vai, e nem sempre o problema é visualizado no raio-X, esse tipo de diagnóstico depende em grande parte da regularidade com que se consulta o dentista".7. ABCESSO. "Esse tipo de problema também é muito comum e geralmente se manifesta quando há um acúmulo de pus em torno da raiz do dente – resultado de uma infecção bacteriana. O tratamento consiste em drenar o pus, limpar e desinfetar a cavidade pulpar. Em casos muito graves, a extração do dente é necessária. Mas, como a Odontologia está cada vez mais conservadora, procuramos sempre uma forma de tratar o dente doente e prescrever antibióticos para o paciente".
Fonte: Dr. Ruy Hizatugu, especialista em endodontia e professor da EAP – Escola de Aperfeiçoamento Profissional da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas (APCD), em São Paulo – www.apcd.org.br

10 de abril de 2013





Saiba o que esperar quando os primeiros dentes nascem

Quando o bebê chega perto de completar seis meses e apresentar sinais de irritação, pode ser que venha um dentinho por aí. Em alguns casos, a erupção começa aos três meses, enquanto há crianças que completam 12 meses ainda banguelinhas. O importante é estar preparada para essa fase com alguns truques e uma dose de paciência. 
A irritabilidade ocorre porque o nascimento dos dentes provoca coceira e desconforto nas gengivas do bebê, o que é completamente normal. Nessa fase, há algumas reações do organismo relativas à saúde bucal e outras que coincidem com outros momentos que o bebê está vivendo. Por exemplo, é normal a salivação aumentar nessa idade. Isso pode acontecer tanto pelo bebê movimentar mais a boca por conta do desconforto, quanto pelas glândulas salivares que estão amadurecendo.
Algumas mães relatam diarreia e febre nesse período de erupção dos dentes. Segundo um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais, o aparecimento dos dentes pode sim causar diarreia, irritabilidade, problemas de sono e queda no apetite, mas os sintomas são leves e duram cerca de dois dias. 
“A febre também pode ocorrer por causa de uma contaminação originária dos objetos que a criança leva à boca, mas é preciso levar em conta que nesta fase o metabolismo está muito mais ‘ativo’ e, assim como em uma gestação, algumas reações do organismo podem ser exacerbadas”, diz a dentista Melissa Maeda, da Sorridents.
Parto prematuro
Alguns artigos científicos correlacionam o nascimento prematuro ou com baixo peso com o atraso do nascimento dos dentes de leite, bem como a má formação dos dentes. Para prevenir o problema, o ideal é fazer um acompanhamento com o dentista desde a gestação. Inclusive, porque é de extrema importância o cuidado com a saúde bucal da mãe, uma vez que a gengivite, por se tratar de um processo infeccioso, pode ser um dos fatores para ocorrer o parto prematuro. 
Se até um ano ainda não tiver nascido nenhum dente, é indicado procurar um odontopediatra para avaliar o caso, uma vez que o atraso muito grande da erupção dos dentes pode ajudar a má postura da língua. “Algumas vezes o nascimento dos dentes pode atrasar por não haver estímulos de mastigação suficientes após o período de amamentação exclusiva”, afirma Melissa.
O ideal é que até os 16 meses a criança tenha cerca de oito dentes e, no segundo ano, 20. Durante esse período, tenha à mão mordedores, que serão os melhores amigos do bebê. Seu formato e material aliviam o desconforto sem machucar a gengiva. Um truque é colocar o mordedor na geladeira para que o gel interno esfrie e alivie ainda mais a coceira que o bebê sente. “Ofereça o mordedor gelado à criança e até alimentos gelados, já que o frio ‘amortece’ a gengiva, causando alívio e o fato de morder o objeto, tende a ajudar o processo de erupção”.

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9 de abril de 2013








O que é a sensibilidade dental?

O que quer dizer ter dentes sensíveis?
A sensibilidade dentária é a dor causada por desgaste da superfície do dente. A causa mais comum desta sensibilidade na pessoa adulta é a exposição da raiz dos dentes na área cervical, ou colo, devido à retração gengival. Como a raiz não está coberta pelo esmalte, milhares de canalículos que vão do centro do dente e levam o feixe nervoso da polpa até a superfície ficam expostos e acusam a dor. Quando o calor, frio ou pressão afeta esses canalículos, você sente dor. Ignorar os dentes sensíveis pode levar a outros problemas de saúde bucal. Especialmente se a dor fizer com que você não escove bem seus dentes, tornando-os vulneráveis às cáries e doenças gengivais.
Como saber se meus dentes são sensíveis?
Se você sentir uma sensação dolorosa em seus dentes após tomar bebidas ou comer comidas quentes ou frias, seus dentes são sensíveis. Mas não é só você que sente isto. É um problema que afeta um em cada quatro adultos, às vezes de forma não permanente.
Como tratar dentes sensíveis?
Em primeiro lugar, fale com seu dentista. A sensibilidade dos dentes geralmente pode ser tratada e curada. Seu dentista pode prescrever flúor em gel ou um enxagüante bucal com flúor. Você também pode tentar cremes dentais de baixa abrasividade com formulações feitas especialmente para dentes sensíveis. Pergunte ao seu dentista quais são os produtos mais adequados para o seu problema de sensibilidade. Tenha cuidado com a escovação e evite que seus dentes se desgastem ainda mais. Uma escovação muito forte, uma prótese parcial com grampos e aparelhos muito apertados e justos podem também levar à abrasão.   
          Gengivas recessivas expõem a superfície da raiz ao calor, frio e pressão.
                           Canais abertos levam à polpa e causam dor.
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5 de abril de 2013







O que é uma boa higiene bucal?

Hálito puro e sorriso saudável são o resultado de uma boa higiene bucal. Isso significa que, com uma higiene bucal adequada:
  • Seus dentes ficam limpos e livres de resíduos alimentares;
  • A gengiva não sangra nem dói durante a escovação e o uso do fio dental;
  • O mau hálito deixa de ser um problema permanente.
Consulte o seu dentista caso as suas gengivas doam ou sangrem quando você escova os dentes ou usa fio dental, e principalmente se estiver experimentando um problema de mau hálito. Essas manifestações podem ser a indicação da existência de um problema mais grave.
Seu dentista pode ensiná-lo a usar técnicas corretas de higiene bucal e indicar as áreas que exigem atenção extra durante a escovação e o uso do fio dental.
Como garantir uma boa higiene bucal?
Uma boa higiene bucal é uma das medidas mais importantes que você pode adotar para manter de seus dentes e gengivas em ordem. Dentes saudáveis não só contribuem para que você tenha uma boa aparência, mas são também importantes para que você possa falar bem e mastigar corretamente os alimentos. Manter uma boca saudável é importante para o bem-estar geral das pessoas. Os cuidados diários preventivos, tais como uma boa escovação e o uso correto do fio dental, ajudam a evitar que os problemas dentários se tornem mais graves. Devemos ter em mente que a prevenção é a maneira mais econômica, menos dolorida e menos preocupante de se cuidar da saúde bucal e que ao se fazer prevenção estamos evitando o tratamento de problemas que se tornariam graves. Existem algumas medidas muito simples que cada um de nós pode tomar para diminuir significativamente o risco do desenvolvimento de cáries, gengivite e outros problemas bucais.
  • Escovar bem os dentes e usar o fio dental diariamente.
  • Ingerir alimentos balanceados e evitar comer entre as principais refeições.
  • Usar produtos de higiene bucal, inclusive creme dental, que contenham flúor.
  • Usar enxagüante bucal com flúor, se seu dentista recomendar.
  • Garantir que as crianças abaixo de 12 anos tomem água potável fluoretada ou suplementos de flúor, se habitarem regiões onde não haja flúor na água.
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3 de abril de 2013


Como cuidar da escova de dentes

Para que uma colônia de micro-organismos não cresça na sua escova de dentes, higienize-a bem e guarde-a em local apropriado.
                   



Apesar de serem muito importantes para a higienização da boca, as escovas de dentes também podem ser meios de cultura para germes, fungos e bactérias que podem se multiplicar imensamente após certo tempo. Por isso, saiba como cuidar da sua escova de dentes a fim de que ela sirva somente como objeto de higienização dentária.
Antes de guardar a sua escova de dentes, lave-a bem em água corrente e mergulhá-la por 5 minutos em uma solução chamada clorixidina ou em um enxaguante bucal. Então, bata a escova na pia até ela ficar bem seca e guarde-a em pé para que toda a água possa escorrer até a próxima escovação.
Porém, a escova não deve ser deixada exposta sobre a pia do banheiro e nem a menos de um metro e meio do vaso sanitário, pois ele pode contaminá-la. Além disso, uma escova não pode ficar próxima da outra, porque as bactérias passam facilmente de uma para a outra, principalmente se uma das pessoas estiver gripada ou resfriada. 
Se você prefere usar as tampinhas de plástico, higienize-as bem, antes de colocá-las na escova usando a clorixidina ou mergulhando-a em água fervente para que todos os micro-organismos sejam mortos.
Muitas doenças bucais como a cárie e a gengivite podem ser agravadas caso as escovas de dentes estejam infectadas, especialmente se a pessoa já tiver uma lesão de cárie ou uma gengivite.
Contudo, de nada adianta seguir todos os passos anteriores para cuidar da sua escova de dentes se ela não for trocada periodicamente, pois as suas cerdas ficam desgastadas e, por mais que você a limpe, micro-organismos a infectarão. Entretanto, não há um período específico para essa troca, que depende de pessoa para pessoa. Portanto, troque-a quando as cerdas estiverem tortas ou você sentir que não estão removendo toda a sujeira dos seus dentes. A média recomendada pelos especialistas é de 3 a 4 meses.


Cuidando da sua escova de dentes, você estará cuidando da sua saúde bucal e também corporal, pois a boca é a porta de entrada de muitas doenças que atingem órgãos internos. Por isso, higienize-a bem todas as vezes que for escovar os dentes e não se esqueça de guardá-la em local apropriado.

Fonte: mundodastribos